Música no Brasil: textos e contextos | Luciana Requião (UFF)

História e música | Imagem: IF/IA/DALLE jun 2024

Resumo: Neste número, intitulado “Música no Brasil: textos e contextos”, destacamos o avanço dos estudos musicais como campo interdisciplinar que integra aspectos políticos, econômicos, sociais e culturais. O dossiê revisa dez obras acadêmicas recentes que exploram a música brasileira em suas complexas relações sociais e processos coletivos.

Palavras-chave: interdisciplinaridade; música brasileira; músicos.


A música no Brasil tem se se tornado um campo de estudos cada vez mais interdisciplinar, distanciando-se de um modelo de pesquisa centrado em ilustres personagens da história da música ou que privilegia a música enquanto um fato isolado, ignorando as condições políticas, econômicas, sociais e culturais de sua produção.

Quando o assunto é o trabalho do músico, encontramos pesquisas dispersas nas mais diversas áreas do conhecimento, como a Educação, Comunicação, Sociologia, História e Antropologia. Se em algum momento os músicos-pesquisadores precisaram sair de suas áreas para estudar a música de forma mais ampla, é importante notar que o século XXI inaugura uma série de estudos realizados por músicos-pesquisadores, a maioria na área da etnomusicologia, que busca contar a História, considerando o fazer musical em suas múltiplas dimensões.

O dossiê Música no Brasil: textos e contextos apresenta resenhas de livros que, em seu conjunto, nos mostram um complexo de relações sociais, temporalidades e espacialidades, ajudando-nos a compreender a diversidade e as condições nas quais a música brasileira foi e é produzida. São dez obras majoritariamente resultantes de pesquisa acadêmica, publicadas nos últimos cinco anos. Duas delas foram publicadas entre 2012 e 2018, e a terceira é um clássico de José Ramos Tinhorão, publicado originalmente em 1997, sendo resenhada a sua edição do ano de 2011. As resenhas estão apresentadas em ordem cronológica, começando pelos livros de publicação mais recente.

A autoria das resenhas é composta por musicistas – mestres, mestras, doutores e doutoras – cujas próprias pesquisas expressam a compreensão do fazer musical como parte de múltiplos processos e múltiplas determinações, ou seja, que a música deve ser tratada como atividade essencialmente coletiva, que permeia e é permeada por inúmeros aspectos da vida social.

Com esse dossiê esperamos contribuir para o entendimento da música não mais como algo isolado da vida social, cultural, política e econômica, mas como fruto do desenvolvimento da sociabilidade humana em práticas coletivas. Nesse sentido, tomamos o conceito de trabalho acústico de Samuel Araújo, um dos autores resenhados, para reiterar a necessidade e a premência de reconhecermos a música como algo compreendido/implicado na dinâmica social das relações estabelecidas entre seres humanos ao fazer música.


Autora

Luciana Requião é doutora em Educação pela UFF e Mestre em Música pela UNIRIO, professora do Instituto de Educação de Angra dos Reis (IEAR/UFF) e do Programa de Pós-Graduação em Música da UNIRIO. Publicou, dentre outros, Eis aí a Lapa…: processos e relações de trabalho do músico nas casas de shows da Lapa (São Paulo: Annablume, 2010) e Festa acabada, músicos a pé!: um estudo crítico sobre as relações de trabalho de músicos atuantes no estado do Rio de Janeiro” (2016). ID: LATTES: http://lattes.cnpq.br/2687869588131721; ID ORCID: https://orcid.org/0000-0003-0351-0578; E-mail: [email protected]; Instagram: lucianareq.


Para citar este texto

REQUIÃO, Luciana. Música no Brasil: textos e contextos. Crítica Historiográfica. Natal, v.4, n.17, maio/jun., 2024. Disponível em <Música no Brasil: textos e contextos | Luciana Requião – Crítica Historiografica (criticahistoriografica.com.br)>.

Este editorial foi produzido com recursos de Inteligência Artificial (IA), conforme regulação anunciada em Crítica Historiográfica, 4/5/2023.

 


© – Os autores que publicam em Crítica Historiográfica concordam com a distribuição, remixagem, adaptação e criação a partir dos seus textos, mesmo para fins comerciais, desde que lhe sejam garantidos os devidos créditos pelas criações originais. (CC BY-SA).

 

Crítica Historiográfica. Natal, v.4, n. 17, maio/jun., 2023 | ISSN 2764-2666

Pesquisa/Search

Alertas/Alerts

Música no Brasil: textos e contextos | Luciana Requião (UFF)

História e música | Imagem: IF/IA/DALLE jun 2024

Resumo: Neste número, intitulado “Música no Brasil: textos e contextos”, destacamos o avanço dos estudos musicais como campo interdisciplinar que integra aspectos políticos, econômicos, sociais e culturais. O dossiê revisa dez obras acadêmicas recentes que exploram a música brasileira em suas complexas relações sociais e processos coletivos.

Palavras-chave: interdisciplinaridade; música brasileira; músicos.


A música no Brasil tem se se tornado um campo de estudos cada vez mais interdisciplinar, distanciando-se de um modelo de pesquisa centrado em ilustres personagens da história da música ou que privilegia a música enquanto um fato isolado, ignorando as condições políticas, econômicas, sociais e culturais de sua produção.

Quando o assunto é o trabalho do músico, encontramos pesquisas dispersas nas mais diversas áreas do conhecimento, como a Educação, Comunicação, Sociologia, História e Antropologia. Se em algum momento os músicos-pesquisadores precisaram sair de suas áreas para estudar a música de forma mais ampla, é importante notar que o século XXI inaugura uma série de estudos realizados por músicos-pesquisadores, a maioria na área da etnomusicologia, que busca contar a História, considerando o fazer musical em suas múltiplas dimensões.

O dossiê Música no Brasil: textos e contextos apresenta resenhas de livros que, em seu conjunto, nos mostram um complexo de relações sociais, temporalidades e espacialidades, ajudando-nos a compreender a diversidade e as condições nas quais a música brasileira foi e é produzida. São dez obras majoritariamente resultantes de pesquisa acadêmica, publicadas nos últimos cinco anos. Duas delas foram publicadas entre 2012 e 2018, e a terceira é um clássico de José Ramos Tinhorão, publicado originalmente em 1997, sendo resenhada a sua edição do ano de 2011. As resenhas estão apresentadas em ordem cronológica, começando pelos livros de publicação mais recente.

A autoria das resenhas é composta por musicistas – mestres, mestras, doutores e doutoras – cujas próprias pesquisas expressam a compreensão do fazer musical como parte de múltiplos processos e múltiplas determinações, ou seja, que a música deve ser tratada como atividade essencialmente coletiva, que permeia e é permeada por inúmeros aspectos da vida social.

Com esse dossiê esperamos contribuir para o entendimento da música não mais como algo isolado da vida social, cultural, política e econômica, mas como fruto do desenvolvimento da sociabilidade humana em práticas coletivas. Nesse sentido, tomamos o conceito de trabalho acústico de Samuel Araújo, um dos autores resenhados, para reiterar a necessidade e a premência de reconhecermos a música como algo compreendido/implicado na dinâmica social das relações estabelecidas entre seres humanos ao fazer música.


Autora

Luciana Requião é doutora em Educação pela UFF e Mestre em Música pela UNIRIO, professora do Instituto de Educação de Angra dos Reis (IEAR/UFF) e do Programa de Pós-Graduação em Música da UNIRIO. Publicou, dentre outros, Eis aí a Lapa…: processos e relações de trabalho do músico nas casas de shows da Lapa (São Paulo: Annablume, 2010) e Festa acabada, músicos a pé!: um estudo crítico sobre as relações de trabalho de músicos atuantes no estado do Rio de Janeiro” (2016). ID: LATTES: http://lattes.cnpq.br/2687869588131721; ID ORCID: https://orcid.org/0000-0003-0351-0578; E-mail: [email protected]; Instagram: lucianareq.


Para citar este texto

REQUIÃO, Luciana. Música no Brasil: textos e contextos. Crítica Historiográfica. Natal, v.4, n.17, maio/jun., 2024. Disponível em <Música no Brasil: textos e contextos | Luciana Requião – Crítica Historiografica (criticahistoriografica.com.br)>.

Este editorial foi produzido com recursos de Inteligência Artificial (IA), conforme regulação anunciada em Crítica Historiográfica, 4/5/2023.

 


© – Os autores que publicam em Crítica Historiográfica concordam com a distribuição, remixagem, adaptação e criação a partir dos seus textos, mesmo para fins comerciais, desde que lhe sejam garantidos os devidos créditos pelas criações originais. (CC BY-SA).

 

Crítica Historiográfica. Natal, v.4, n. 17, maio/jun., 2023 | ISSN 2764-2666

Resenhistas

Privacidade

Ao se inscrever nesta lista de e-mails, você estará sujeito à nossa política de privacidade.

Acesso livre

Crítica Historiográfica não cobra taxas para submissão, publicação ou uso dos artigos. Os leitores podem baixar, copiar, distribuir, imprimir os textos para fins não comerciais, desde que citem a fonte.

Foco e escopo

Publicamos resenhas de livros e de dossiês de artigos de revistas acadêmicas que tratem da reflexão, investigação, comunicação e/ou consumo da escrita da História. Saiba mais sobre o único periódico de História inteiramente dedicado à Crítica em formato resenha.

Corpo editorial

Somos professore(a)s do ensino superior brasileiro, especializado(a)s em mais de duas dezenas de áreas relacionadas à reflexão, produção e usos da História. Faça parte dessa equipe.

Submissões

As resenhas devem expressar avaliações de livros ou de dossiês de revistas acadêmicas autodesignadas como "de História". Conheça as normas e envie-nos o seu texto.

Pesquisa


Enviar mensagem de WhatsApp