Promessa da explicação — Resenha de Érica Maria Delfino Chagas sobre o livro “Como o racismo criou o Brasil”, de Jessé Souza

Jessé Souza | Foto: Marcelo Campos/Agência Brasil/Estadão

ResumoComo o racismo criou o Brasil, de Jessé Souza, explora o racismo na condição de elemento central na formação da sociedade brasileira, detalhando o impacto do fenômeno em várias dimensões sociais, políticas e morais. O autor, com ampla experiência acadêmica, apresenta uma análise profunda e inovadora, incitando o debate sobre a questão racial no Brasil.

Palavras-chave: Racismo, Racismo Multidimensional, Formação da Sociedade Brasileira.


Como o racismo criou o Brasil, de Jessé Souza, explora o impacto do racismo no Brasil. O autor, com ampla experiência acadêmica, se propõe a explicar as formas multidimensionais do racismo, indo além da comprovação da sua existência, a fim de compreendê-lo como elemento central da construção da sociedade brasileira e responsável pelas mazelas sociais, políticas e morais do país. Publicado em 2021, contém 304 páginas e foi editado pela Estação Brasil.

Jessé Souza é professor titular da Universidade Federal do ABC, doutor em Sociologia pela Universidade de Heidelberg (Alemanha), mestre em Sociologia e graduado em Direito pela Universidade de Brasília (UnB). Nessa obra, ele reúne teses produzidas em 40 anos de estudos, ou seja, durante sua trajetória acadêmica e profissional, com destaque aos últimos 25 anos de dedicação ininterrupta aos estudos empíricos sobre a sociedade brasileira. Dividida em três partes, conta com quatro textos na primeira, oito na segunda e, por fim, quatorze textos na terceira e maior parte, além do prefácio, conclusão e notas.
O livro se inicia com um prefácio do próprio autor. Um prefácio curto, no qual já pincela os caminhos a serem seguidos, agradecendo às pessoas que contribuíram com a obra.
Após o prefácio, inicia-se a primeira parte do livro intitulada “O que é racismo, afinal?” que, à primeira vista, demonstra ser uma ótima escolha para um livro que pretende abordar como o racismo criou o Brasil. Composta por quatro tópicos, ela tece considerações sobre os desdobramentos do racismo no Brasil, a relação dele com a moralidade e críticas sobre os conceitos “lugar de fala” e “representatividade”. O autor sustenta a ideia de que esses termos são apenas parte de um projeto maior para que pessoas que fazem parte do grupo oprimido continuem sendo silenciados enquanto uma parte seleta desse grupo com “lugar de fala” assume o lugar de porta-voz, exprimindo suas vontades e anseios. Isso não apenas não contribui, como também mascara e não ajuda a compreender o racismo e o funcionamento da sociedade. Esse grupo seleto invisibiliza a realidade vivida pelo todo e não auxilia verdadeiramente a mudança da situação.
Nessa parte, o autor faz críticas à Djamila Ribeiro que ficou famosa por discutir sobre o “lugar de fala”, inclusive em um livro bastante vendido e comentado com o mesmo nome. Contudo, no decorrer do texto, o autor consegue relacionar suas críticas sobre os termos, declarando que eles fazem parte de um projeto, uma fraude neoliberal, como dispõe no próprio título: “Parece emancipação, mas é só uma fraude neoliberal: sobre “lugar de fala”, “representatividade” e afins” (p.x).
O autor não deixa claro o significado de “racismos”. Ao apresentar a tese central do livro (p.27), essa expressão mais atrapalha que ajuda o leitor. É certo que há uma conceituação breve do que seria o “racismo multidimensional” — conceito apresentado no prefácio e presente da tese principal da obra. Acontece que o autor utiliza outros termos como “racismo racial”, de gênero, classe e cultura desacompanhados de claras definições.
Os títulos que compõem essa primeira parte conversam bem entre si e seguem um roteiro bem costurado que prepara o leitor para o conteúdo abordado na segunda parte da obra. São instigantes e bem escritos. Além disso, Souza deixa bem evidente e exemplificada a necessidade de compreendermos o fenômeno do racismo.

Na segunda parte da obra, o autor começa a articular e firmar a tese principal ao abordar a relação do racismo com a moralidade, dominação, corpo e espírito, e as religiões no Ocidente. Afirma que a moralidade influi diretamente na institucionalização do racismo no seio familiar e em outras instituições, posicionando e tipificando pessoas como superiores e inferiores. Essa oposição percorre não apenas a raça, de acordo com o autor, mas também o gênero, classe social e cultura.

Apesar de bem articulada a proposta, nota-se a ausência de fontes e referências na construção das ideais no tocante às formas religiosas no Ocidente. O autor reconhece que passeia por um necessário trajeto de mais de 3 mil anos o que, ao meu ver, prejudicou a referenciação dos seus testemunhos. Apesar de ser a menor parte do livro, ficou bastante densa e mais difícil de ser compreendida, contrariando o que Souza anuncia nas primeiras páginas sobre a obra estar destinada a qualquer pessoa interessada no assunto. Por outro lado, e apesar de pouco centrada na questão brasileira e do negro, esse segmento prepara um bom terreno para a leitura terceira parte.

O último grupo de textos se dedica a questões mais atuais sobre o racismo na construção do Brasil e se concentra na tese de que o racismo é multidimensional. Aqui, o autor cumpre o que diz estar determinado a fazer nas primeiras páginas do seu escrito. A escolha dos títulos o demonstra: eles vão do racismo global ao racismo racial na sociedade brasileira com atenção aos últimos acontecimentos políticos no país. Para o autor, toda forma com que a sociedade brasileira age e se comporta está ligada à construção da moralidade e, consequentemente, ao racismo — de acordo com ele, multidimensional — e ao fato de que o racismo racial é o protagonista no país.

Ponto positivo dessa parte (e talvez o maior da obra) está na atitude de o autor não medir palavras para destrinchar a atual configuração da sociedade brasileira e o seu caráter racista.
Marcha das mulheres negras contra o racismo, em Brasília | Foto: Marcelo Casal Júnior/Agência/El Pais

O livro cumpre o objetivo central pretendido de compreender o racismo de modo multifatorial e de visualizar o que ele tem destruído. Deve, portanto, ser lido por profissionais e estudantes das Ciências Sociais e áreas afins, ativistas políticos, pessoas envolvidas com movimentos sociais, principalmente, no tocante às questões raciais e de direitos humanos, ainda que a sua leitura possa exigir um maior conhecimento sobre o assunto.

Sumário de Como o racismo criou o Brasil

  • Prefácio
  • I. O que é racismo, afinal?
    • 1. Parece emancipação, mas é só uma fraude neoliberal: sobre “lugar de fala”, “representatividade” e afins
    • 2. O sequestro da linguagem da emancipação
    • 3. Afinal, onde está a estrutura do “racismo estrutural”?
    • 4. A moralidade como fundamento da vida social e de todo racismo
  • II. A singularidade da moralidade no ocidente
    • 5. O judaísmo antigo
    • 6. O nascimento do cristianismo
    • 7. A revolução protestante
    • 8. A moralidade pós-religião
    • 9. A luta pelo reconhecimento social
    • 10. A semente hegeliana
    • 11. O reconhecimento social como motor das lutas políticas
    • 12. Entre moralidade e racismo
  • III. O racismo multidimensional
    • 13. O racismo global
    • 14. Do racismo científico ao culturalismo que ainda tenta não ser racista
    • 15. Um novo racismo para um novo império: o racismo cultural
    • 16. As bases racistas da nova ciência mundial americana
    • 17. O racismo cultural dos povos colonizados
    • 18. A crítica ao culturalismo
    • 19. Por uma teoria crítica e não racista do mundo contemporâneo
    • 20. O amálgama entre racismo de classe e de raça: a criação do burguês, do trabalhador e do marginal
    • 21. O racismo racial no comando da sociedade brasileira
    • 22. A ideologia do branqueamento
    • 23. O contraponto antirracista e a revolução de Vargas
    • 24. A metamorfose do racismo em falso moralismo anticorrupção
    • 25. O aprendizado interrompido: Diretas Já, o impedimento de Collor e a construção do PT encampando o falso moralismo
    • 26. Bolsonaro e a explosão do racismo popular brasileiro
  • Conclusão
  • Notas

Para ampliar a sua revisão da literatura


Resenhista

Érica Maria Delfino Chagas é mestra em Direitos Humanos pelo Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos da Universidade Tiradentes (PPGD/UNIT), bolsista CAPES e graduada em Direito pela Universidade Tiradentes (UNIT). Atua como assessora legislativa do Conselho Municipal de Educação de Aracaju (CONMEA) e membro do Coletivo Negro Yibambe (CNY). Entre outros textos, escreveu: A coisa está ficando preta: uma análise e contraposição entre o direito de corpos negros e corpos negros no Direito. Redes sociais: Instagram: @ericadelfino. ID: LATTES: http://lattes.cnpq.br/7114449553122578. ID: ORCID: https://orcid.org/0000-0001-8433-9949.  E-mail: [email protected].


Para citar esta resenha

SOUZA, Jessé. Como o racismo criou o Brasil. 1 ed. Rio de Janeiro: Estação Brasil, 2021. 304 p. Resenha de: CHAGAS, Érica Maria Delfino. Promessa da explicação. Crítica Historiográfica. Natal, v.3, n.13, set./out., 2023. Disponível em <https://www.criticahistoriografica.com.br/promessa-da-explicacao-resenha-de-erica-maria-delfino-chagas-sobre-o-livro-como-o-racismo-criou-o-brasil-de-jesse-souza/>.


© – Os autores que publicam em Crítica Historiográfica concordam com a distribuição, remixagem, adaptação e criação a partir dos seus textos, mesmo para fins comerciais, desde que lhe sejam garantidos os devidos créditos pelas criações originais. (CC BY-SA).

 

Crítica Historiográfica. Natal, v.4, n. 14, jan./fev., 2024 | ISSN 2764-2666

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Promessa da explicação — Resenha de Érica Maria Delfino Chagas sobre o livro “Como o racismo criou o Brasil”, de Jessé Souza

Jessé Souza | Foto: Marcelo Campos/Agência Brasil/Estadão

ResumoComo o racismo criou o Brasil, de Jessé Souza, explora o racismo na condição de elemento central na formação da sociedade brasileira, detalhando o impacto do fenômeno em várias dimensões sociais, políticas e morais. O autor, com ampla experiência acadêmica, apresenta uma análise profunda e inovadora, incitando o debate sobre a questão racial no Brasil.

Palavras-chave: Racismo, Racismo Multidimensional, Formação da Sociedade Brasileira.


Como o racismo criou o Brasil, de Jessé Souza, explora o impacto do racismo no Brasil. O autor, com ampla experiência acadêmica, se propõe a explicar as formas multidimensionais do racismo, indo além da comprovação da sua existência, a fim de compreendê-lo como elemento central da construção da sociedade brasileira e responsável pelas mazelas sociais, políticas e morais do país. Publicado em 2021, contém 304 páginas e foi editado pela Estação Brasil.

Jessé Souza é professor titular da Universidade Federal do ABC, doutor em Sociologia pela Universidade de Heidelberg (Alemanha), mestre em Sociologia e graduado em Direito pela Universidade de Brasília (UnB). Nessa obra, ele reúne teses produzidas em 40 anos de estudos, ou seja, durante sua trajetória acadêmica e profissional, com destaque aos últimos 25 anos de dedicação ininterrupta aos estudos empíricos sobre a sociedade brasileira. Dividida em três partes, conta com quatro textos na primeira, oito na segunda e, por fim, quatorze textos na terceira e maior parte, além do prefácio, conclusão e notas.
O livro se inicia com um prefácio do próprio autor. Um prefácio curto, no qual já pincela os caminhos a serem seguidos, agradecendo às pessoas que contribuíram com a obra.
Após o prefácio, inicia-se a primeira parte do livro intitulada “O que é racismo, afinal?” que, à primeira vista, demonstra ser uma ótima escolha para um livro que pretende abordar como o racismo criou o Brasil. Composta por quatro tópicos, ela tece considerações sobre os desdobramentos do racismo no Brasil, a relação dele com a moralidade e críticas sobre os conceitos “lugar de fala” e “representatividade”. O autor sustenta a ideia de que esses termos são apenas parte de um projeto maior para que pessoas que fazem parte do grupo oprimido continuem sendo silenciados enquanto uma parte seleta desse grupo com “lugar de fala” assume o lugar de porta-voz, exprimindo suas vontades e anseios. Isso não apenas não contribui, como também mascara e não ajuda a compreender o racismo e o funcionamento da sociedade. Esse grupo seleto invisibiliza a realidade vivida pelo todo e não auxilia verdadeiramente a mudança da situação.
Nessa parte, o autor faz críticas à Djamila Ribeiro que ficou famosa por discutir sobre o “lugar de fala”, inclusive em um livro bastante vendido e comentado com o mesmo nome. Contudo, no decorrer do texto, o autor consegue relacionar suas críticas sobre os termos, declarando que eles fazem parte de um projeto, uma fraude neoliberal, como dispõe no próprio título: “Parece emancipação, mas é só uma fraude neoliberal: sobre “lugar de fala”, “representatividade” e afins” (p.x).
O autor não deixa claro o significado de “racismos”. Ao apresentar a tese central do livro (p.27), essa expressão mais atrapalha que ajuda o leitor. É certo que há uma conceituação breve do que seria o “racismo multidimensional” — conceito apresentado no prefácio e presente da tese principal da obra. Acontece que o autor utiliza outros termos como “racismo racial”, de gênero, classe e cultura desacompanhados de claras definições.
Os títulos que compõem essa primeira parte conversam bem entre si e seguem um roteiro bem costurado que prepara o leitor para o conteúdo abordado na segunda parte da obra. São instigantes e bem escritos. Além disso, Souza deixa bem evidente e exemplificada a necessidade de compreendermos o fenômeno do racismo.

Na segunda parte da obra, o autor começa a articular e firmar a tese principal ao abordar a relação do racismo com a moralidade, dominação, corpo e espírito, e as religiões no Ocidente. Afirma que a moralidade influi diretamente na institucionalização do racismo no seio familiar e em outras instituições, posicionando e tipificando pessoas como superiores e inferiores. Essa oposição percorre não apenas a raça, de acordo com o autor, mas também o gênero, classe social e cultura.

Apesar de bem articulada a proposta, nota-se a ausência de fontes e referências na construção das ideais no tocante às formas religiosas no Ocidente. O autor reconhece que passeia por um necessário trajeto de mais de 3 mil anos o que, ao meu ver, prejudicou a referenciação dos seus testemunhos. Apesar de ser a menor parte do livro, ficou bastante densa e mais difícil de ser compreendida, contrariando o que Souza anuncia nas primeiras páginas sobre a obra estar destinada a qualquer pessoa interessada no assunto. Por outro lado, e apesar de pouco centrada na questão brasileira e do negro, esse segmento prepara um bom terreno para a leitura terceira parte.

O último grupo de textos se dedica a questões mais atuais sobre o racismo na construção do Brasil e se concentra na tese de que o racismo é multidimensional. Aqui, o autor cumpre o que diz estar determinado a fazer nas primeiras páginas do seu escrito. A escolha dos títulos o demonstra: eles vão do racismo global ao racismo racial na sociedade brasileira com atenção aos últimos acontecimentos políticos no país. Para o autor, toda forma com que a sociedade brasileira age e se comporta está ligada à construção da moralidade e, consequentemente, ao racismo — de acordo com ele, multidimensional — e ao fato de que o racismo racial é o protagonista no país.

Ponto positivo dessa parte (e talvez o maior da obra) está na atitude de o autor não medir palavras para destrinchar a atual configuração da sociedade brasileira e o seu caráter racista.
Marcha das mulheres negras contra o racismo, em Brasília | Foto: Marcelo Casal Júnior/Agência/El Pais

O livro cumpre o objetivo central pretendido de compreender o racismo de modo multifatorial e de visualizar o que ele tem destruído. Deve, portanto, ser lido por profissionais e estudantes das Ciências Sociais e áreas afins, ativistas políticos, pessoas envolvidas com movimentos sociais, principalmente, no tocante às questões raciais e de direitos humanos, ainda que a sua leitura possa exigir um maior conhecimento sobre o assunto.

Sumário de Como o racismo criou o Brasil

  • Prefácio
  • I. O que é racismo, afinal?
    • 1. Parece emancipação, mas é só uma fraude neoliberal: sobre “lugar de fala”, “representatividade” e afins
    • 2. O sequestro da linguagem da emancipação
    • 3. Afinal, onde está a estrutura do “racismo estrutural”?
    • 4. A moralidade como fundamento da vida social e de todo racismo
  • II. A singularidade da moralidade no ocidente
    • 5. O judaísmo antigo
    • 6. O nascimento do cristianismo
    • 7. A revolução protestante
    • 8. A moralidade pós-religião
    • 9. A luta pelo reconhecimento social
    • 10. A semente hegeliana
    • 11. O reconhecimento social como motor das lutas políticas
    • 12. Entre moralidade e racismo
  • III. O racismo multidimensional
    • 13. O racismo global
    • 14. Do racismo científico ao culturalismo que ainda tenta não ser racista
    • 15. Um novo racismo para um novo império: o racismo cultural
    • 16. As bases racistas da nova ciência mundial americana
    • 17. O racismo cultural dos povos colonizados
    • 18. A crítica ao culturalismo
    • 19. Por uma teoria crítica e não racista do mundo contemporâneo
    • 20. O amálgama entre racismo de classe e de raça: a criação do burguês, do trabalhador e do marginal
    • 21. O racismo racial no comando da sociedade brasileira
    • 22. A ideologia do branqueamento
    • 23. O contraponto antirracista e a revolução de Vargas
    • 24. A metamorfose do racismo em falso moralismo anticorrupção
    • 25. O aprendizado interrompido: Diretas Já, o impedimento de Collor e a construção do PT encampando o falso moralismo
    • 26. Bolsonaro e a explosão do racismo popular brasileiro
  • Conclusão
  • Notas

Para ampliar a sua revisão da literatura


Resenhista

Érica Maria Delfino Chagas é mestra em Direitos Humanos pelo Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos da Universidade Tiradentes (PPGD/UNIT), bolsista CAPES e graduada em Direito pela Universidade Tiradentes (UNIT). Atua como assessora legislativa do Conselho Municipal de Educação de Aracaju (CONMEA) e membro do Coletivo Negro Yibambe (CNY). Entre outros textos, escreveu: A coisa está ficando preta: uma análise e contraposição entre o direito de corpos negros e corpos negros no Direito. Redes sociais: Instagram: @ericadelfino. ID: LATTES: http://lattes.cnpq.br/7114449553122578. ID: ORCID: https://orcid.org/0000-0001-8433-9949.  E-mail: [email protected].


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SOUZA, Jessé. Como o racismo criou o Brasil. 1 ed. Rio de Janeiro: Estação Brasil, 2021. 304 p. Resenha de: CHAGAS, Érica Maria Delfino. Promessa da explicação. Crítica Historiográfica. Natal, v.3, n.13, set./out., 2023. Disponível em <https://www.criticahistoriografica.com.br/promessa-da-explicacao-resenha-de-erica-maria-delfino-chagas-sobre-o-livro-como-o-racismo-criou-o-brasil-de-jesse-souza/>.


© – Os autores que publicam em Crítica Historiográfica concordam com a distribuição, remixagem, adaptação e criação a partir dos seus textos, mesmo para fins comerciais, desde que lhe sejam garantidos os devidos créditos pelas criações originais. (CC BY-SA).

 

Crítica Historiográfica. Natal, v.4, n. 14, jan./fev., 2024 | ISSN 2764-2666

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