Radicalização à esquerda – Resenha de “Um Feminismo Decolonial” de Françoise Vergès, por Joseane Santos da Costa (SEED-AL/UFS) e Sâmara Cavalcante Rocha (SME-AR/UFS)

Françoise Vergès (2020) | Imagem: Anthony Francin/Divulgação

Resumo: Um Feminismo Decolonial, de Françoise Vergès, apresenta uma análise crítica do feminismo tradicional e eurocêntrico e propõe um feminismo decolonial, que leve em consideração a história, a cultura e as experiências das mulheres não-brancas e colonizadas. Além de apresentar a visão de Vergès sobre o feminismo radical e o papel das mulheres na transformação social, o livro aborda a definição do feminismo decolonial e como ele difere de outras abordagens feministas. O livro também discute a evolução do feminismo para um feminismo civilizatório do século XXI e as possibilidades de construção de uma sociedade mais igualitária e justa.

Palvras-chave: Feminismo Decolonial, Feminismo Tradicional, Mulheres.


Um Feminismo Decolonial de Françoise Vergès é um manifesto que aborda o feminismo político decolonial. O livro busca defender um feminismo que seja antipatriarcal, anticolonial e anticapitalista, visando ampliar os horizontes da liberdade e da igualdade. Vergès apoia o movimento de intelectuais racializadas que buscam tornar o feminismo uma teoria radical contra o capitalismo, o racismo e o sexismo, sem impor uma forma de dominação sobre a outra.

O livro começa com uma introdução da professora Flávia Rios, que apresenta os temas abordados, seguido de uma nota das tradutoras e do prefácio para a edição brasileira. O núcleo do livro é formado pela introdução – “Invisíveis, elas “abrem a cidade” – e por dois capítulos: “Definir um campo: O feminismo decolonial” e “A Evolução para um feminismo civilizatório do século XXI”.

Françoise Vergès nasceu em Paris, França, em 1952. Ela é cientista política, historiadora e ativista, especializada em estudos pós-coloniais. Cresceu na Ilha da Reunião, morou na Argélia, México e Inglaterra. De 2009 a 2012, presidiu o Comitê Nacional Francês de Preservação da Memória e da História da Escravidão. Vergès publicou muitos artigos sobre Frantz Fanon, Aimé Césaire, abolicionismo, psiquiatria colonial e pós-colonial, memórias da escravidão, processo de creolização no Oceano Índico, e novas formas de colonização e racialização.

No prefácio da edição brasileira, Vergès destaca o trabalho essencial realizado por mulheres racializadas na limpeza, que sustenta o patriarcado e o capitalismo racial e neoliberal. Esse trabalho permanece invisível, mal pago e subqualificado, apesar de ser fundamental para a manutenção do mundo capitalista.

No primeiro capítulo, Vergès alerta sobre a mudança do feminismo de uma das forças motrizes das ideologias de esquerda para a direita. Ela questiona o que está por trás dessa mudança ideológica, quando o feminismo se tornou branco e imperialista e como o direito das mulheres se tornou um trunfo nas mãos do Estado e do imperialismo, impulsionando a missão civilizadora.

A autora situa sua obra como uma continuação das obras críticas do feminismo do Sul Global, que abordam questões de gênero e a luta das mulheres. Ela critica o que chama de “feminismo civilizatório”, que busca impor uma ideologia única sobre os direitos das mulheres, perpetuando a opressão de classe, gênero e raça. Em vez disso, a autora defende um feminismo decolonial que visa à destruição do racismo, capitalismo e imperialismo.

Vergès (2020) argumenta que o feminismo decolonial significa ser fiel à luta das mulheres do Sul Global que nos precederam, incluindo as escravizadas durante o período colonial. Ela reconhece que as atuais agressões contra as mulheres são uma manifestação da violência destrutiva do capitalismo e não apenas da dominação masculina. O feminismo decolonial representa uma ameaça aos regimes autoritários que apoiam o capitalismo econômico absolutista.

No segundo capítulo, a autora examina os elementos que contribuem para justificar as diferenças entre os pontos de vista sobre o feminismo. Por um lado, há o feminismo que serve como base para as mulheres brancas de classe média e suas lutas por igualdade de gênero e classe. Por outro lado, a autora destaca que esse feminismo não aborda plenamente as questões das mulheres racializadas, cujas liberdades e ocupações ainda são baseadas em suas origens e cor da pele.

A autora inicia o capítulo analisando a discriminação e o papel opressor dos feminismos civilizatórios, especialmente em relação ao uso do véu na França. Ela argumenta que esse tipo de feminismo reflete apenas as concepções coloniais e rejeita qualquer cultura, intelectualidade ou visão de mundo que não venha do Norte Global. A autora destaca a colonialidade do discurso feminista civilizatório, que exalta a mulher europeia como a responsável pelas conquistas feministas e não admite interferências estrangeiras. Ela afirma que qualquer crítica a esse aspecto é tida como relativismo cultural e que somente o que é promovido pela Europa é considerado primordial para o resto do mundo.

A autora centra sua atenção no valor das mulheres racializadas e suas lutas, especialmente aquelas relacionadas à cultura islâmica, como a “lei dos pais e irmãos”, casamentos forçados, uso do véu e mutilação genital.

Ela critica os movimentos que acabam por invisibilizar ou mesmo apagar as figuras femininas do passado, restringindo o papel da mulher dentro de movimentos negros, por exemplo, apenas como acompanhantes de figuras ilustres ou como “aquela mãe”, cuja função é organizar, mas nunca recebendo sua importância real no processo.

Vergès afirma que, mesmo dentro dos movimentos negros, as mulheres negras eram acusadas de ser desleais quando lutavam por seus espaços, já que eram esperadas apenas para apoiar e continuar submissas ao poder masculino. De acordo com Divine K. (cofundadora do AfroFem), “quando as mulheres afro se opõem aos homens afro, elas são acusadas de agir como fonte de divisão, de jogar no jogo dos colonizadores” [INSERIR NÚMERO DA PÁGINA]. A autora conclui observando que a trajetória dos movimentos feministas foi diferente entre as feministas europeias e as mulheres racializadas, tanto no passado quanto nos resultados presentes e nos processos em curso.

A obra de Vergès abrange o tema da decolonialidade e seus processos, buscando uma análise ampla que explique tanto o processo do feminismo quanto a reinvenção e reestruturação das lutas feministas em campos mais específicos e pouco explorados na literatura acadêmica. No entanto, o texto é dividido em pequenos subtópicos, o que pode gerar confusão de termos, significados e construções analíticas, tornando-se um emaranhado de ideias e fontes. Embora rico em informações, o texto acaba se perdendo ao não se aprofundar o suficiente no tema da decolonialidade dentro do campo feminista, especialmente no século XXI.

Sumário de Um feminismo decolonial

  • Por um feminismo radical
  • Nota da tradução
  • Prefácio à edição brasileira
  • Invisíveis, elas “abrem a cidade”
  • 2. Definir um campo: O feminismo decolonial
  • 3. A Evolução para um feminismo civilizatório do século XXI
  • Sobre a autora
  • Créditos

Para ampliar a sua revisão da literatura


Resenhista

Joseane Santos da Costa é professora de História da Secretaria Estadual de Educação de Alagoas, exercendo suas atividades na Escola Estadual Professor Silvério, com experiência em Educação Escolar Quilombola. É mestranda em Ensino de História, pelo Programa de Mestrado Profissional em História (PROFHISTÓRIA) da Universidade Federal de Sergipe/UFS. ID LATTES:  http://lattes.cnpq.br/0599141420791143; ID ORCID: https://orcid.org/0000-0002-6543-0883. E-mail:[email protected].

Resenhista 

Sâmara Cavalcante Rocha é professora de História da rede pública municipal de Arapiraca/AL, atualmente exercendo suas atividades na rede estadual (Escola Estadual Artur Ramos) com experiência em Educação Patrimonial e Arqueologia em parceria com a empresa ARARQ Consultoria e mestranda em História, junto ao Mestrado Profissional em Ensino de História (ProfHistória/UFS). ID LATTES: http://lattes.cnpq.br/7834161584796135; ID ORCID: https://orcid.org/0000-0003-2187-2724. Redes sociais: @sam.cavalcante; E-mail: [email protected].


Para citar esta resenha

VERGÈS, Françoise. Um feminismo decolonial. São Paulo: Ubu Editora, 2020. 144 pp. Resenha de: COSTA, Joseane Santos da; ROCHA, Sâmara Cavalcante. Radicalização à esquerda. . Crítica Historiográfica. Natal, v.3, n.12, jul./ago., 2023. Disponível em <https://www.criticahistoriografica.com.br/radicalizacao-a-esquerda-resenha-de-um-feminismo-decolonial-de-francoise-verges/> DOI:


© – Os autores que publicam em Crítica Historiográfica concordam com a distribuição, remixagem, adaptação e criação a partir dos seus textos, mesmo para fins comerciais, desde que lhe sejam garantidos os devidos créditos pelas criações originais. (CC BY-SA).

 

Crítica Historiográfica. Natal, v.3, n. 12, jul/ago., 2023 | ISSN 2764-2666

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Radicalização à esquerda – Resenha de “Um Feminismo Decolonial” de Françoise Vergès, por Joseane Santos da Costa (SEED-AL/UFS) e Sâmara Cavalcante Rocha (SME-AR/UFS)

Françoise Vergès (2020) | Imagem: Anthony Francin/Divulgação

Resumo: Um Feminismo Decolonial, de Françoise Vergès, apresenta uma análise crítica do feminismo tradicional e eurocêntrico e propõe um feminismo decolonial, que leve em consideração a história, a cultura e as experiências das mulheres não-brancas e colonizadas. Além de apresentar a visão de Vergès sobre o feminismo radical e o papel das mulheres na transformação social, o livro aborda a definição do feminismo decolonial e como ele difere de outras abordagens feministas. O livro também discute a evolução do feminismo para um feminismo civilizatório do século XXI e as possibilidades de construção de uma sociedade mais igualitária e justa.

Palvras-chave: Feminismo Decolonial, Feminismo Tradicional, Mulheres.


Um Feminismo Decolonial de Françoise Vergès é um manifesto que aborda o feminismo político decolonial. O livro busca defender um feminismo que seja antipatriarcal, anticolonial e anticapitalista, visando ampliar os horizontes da liberdade e da igualdade. Vergès apoia o movimento de intelectuais racializadas que buscam tornar o feminismo uma teoria radical contra o capitalismo, o racismo e o sexismo, sem impor uma forma de dominação sobre a outra.

O livro começa com uma introdução da professora Flávia Rios, que apresenta os temas abordados, seguido de uma nota das tradutoras e do prefácio para a edição brasileira. O núcleo do livro é formado pela introdução – “Invisíveis, elas “abrem a cidade” – e por dois capítulos: “Definir um campo: O feminismo decolonial” e “A Evolução para um feminismo civilizatório do século XXI”.

Françoise Vergès nasceu em Paris, França, em 1952. Ela é cientista política, historiadora e ativista, especializada em estudos pós-coloniais. Cresceu na Ilha da Reunião, morou na Argélia, México e Inglaterra. De 2009 a 2012, presidiu o Comitê Nacional Francês de Preservação da Memória e da História da Escravidão. Vergès publicou muitos artigos sobre Frantz Fanon, Aimé Césaire, abolicionismo, psiquiatria colonial e pós-colonial, memórias da escravidão, processo de creolização no Oceano Índico, e novas formas de colonização e racialização.

No prefácio da edição brasileira, Vergès destaca o trabalho essencial realizado por mulheres racializadas na limpeza, que sustenta o patriarcado e o capitalismo racial e neoliberal. Esse trabalho permanece invisível, mal pago e subqualificado, apesar de ser fundamental para a manutenção do mundo capitalista.

No primeiro capítulo, Vergès alerta sobre a mudança do feminismo de uma das forças motrizes das ideologias de esquerda para a direita. Ela questiona o que está por trás dessa mudança ideológica, quando o feminismo se tornou branco e imperialista e como o direito das mulheres se tornou um trunfo nas mãos do Estado e do imperialismo, impulsionando a missão civilizadora.

A autora situa sua obra como uma continuação das obras críticas do feminismo do Sul Global, que abordam questões de gênero e a luta das mulheres. Ela critica o que chama de “feminismo civilizatório”, que busca impor uma ideologia única sobre os direitos das mulheres, perpetuando a opressão de classe, gênero e raça. Em vez disso, a autora defende um feminismo decolonial que visa à destruição do racismo, capitalismo e imperialismo.

Vergès (2020) argumenta que o feminismo decolonial significa ser fiel à luta das mulheres do Sul Global que nos precederam, incluindo as escravizadas durante o período colonial. Ela reconhece que as atuais agressões contra as mulheres são uma manifestação da violência destrutiva do capitalismo e não apenas da dominação masculina. O feminismo decolonial representa uma ameaça aos regimes autoritários que apoiam o capitalismo econômico absolutista.

No segundo capítulo, a autora examina os elementos que contribuem para justificar as diferenças entre os pontos de vista sobre o feminismo. Por um lado, há o feminismo que serve como base para as mulheres brancas de classe média e suas lutas por igualdade de gênero e classe. Por outro lado, a autora destaca que esse feminismo não aborda plenamente as questões das mulheres racializadas, cujas liberdades e ocupações ainda são baseadas em suas origens e cor da pele.

A autora inicia o capítulo analisando a discriminação e o papel opressor dos feminismos civilizatórios, especialmente em relação ao uso do véu na França. Ela argumenta que esse tipo de feminismo reflete apenas as concepções coloniais e rejeita qualquer cultura, intelectualidade ou visão de mundo que não venha do Norte Global. A autora destaca a colonialidade do discurso feminista civilizatório, que exalta a mulher europeia como a responsável pelas conquistas feministas e não admite interferências estrangeiras. Ela afirma que qualquer crítica a esse aspecto é tida como relativismo cultural e que somente o que é promovido pela Europa é considerado primordial para o resto do mundo.

A autora centra sua atenção no valor das mulheres racializadas e suas lutas, especialmente aquelas relacionadas à cultura islâmica, como a “lei dos pais e irmãos”, casamentos forçados, uso do véu e mutilação genital.

Ela critica os movimentos que acabam por invisibilizar ou mesmo apagar as figuras femininas do passado, restringindo o papel da mulher dentro de movimentos negros, por exemplo, apenas como acompanhantes de figuras ilustres ou como “aquela mãe”, cuja função é organizar, mas nunca recebendo sua importância real no processo.

Vergès afirma que, mesmo dentro dos movimentos negros, as mulheres negras eram acusadas de ser desleais quando lutavam por seus espaços, já que eram esperadas apenas para apoiar e continuar submissas ao poder masculino. De acordo com Divine K. (cofundadora do AfroFem), “quando as mulheres afro se opõem aos homens afro, elas são acusadas de agir como fonte de divisão, de jogar no jogo dos colonizadores” [INSERIR NÚMERO DA PÁGINA]. A autora conclui observando que a trajetória dos movimentos feministas foi diferente entre as feministas europeias e as mulheres racializadas, tanto no passado quanto nos resultados presentes e nos processos em curso.

A obra de Vergès abrange o tema da decolonialidade e seus processos, buscando uma análise ampla que explique tanto o processo do feminismo quanto a reinvenção e reestruturação das lutas feministas em campos mais específicos e pouco explorados na literatura acadêmica. No entanto, o texto é dividido em pequenos subtópicos, o que pode gerar confusão de termos, significados e construções analíticas, tornando-se um emaranhado de ideias e fontes. Embora rico em informações, o texto acaba se perdendo ao não se aprofundar o suficiente no tema da decolonialidade dentro do campo feminista, especialmente no século XXI.

Sumário de Um feminismo decolonial

  • Por um feminismo radical
  • Nota da tradução
  • Prefácio à edição brasileira
  • Invisíveis, elas “abrem a cidade”
  • 2. Definir um campo: O feminismo decolonial
  • 3. A Evolução para um feminismo civilizatório do século XXI
  • Sobre a autora
  • Créditos

Para ampliar a sua revisão da literatura


Resenhista

Joseane Santos da Costa é professora de História da Secretaria Estadual de Educação de Alagoas, exercendo suas atividades na Escola Estadual Professor Silvério, com experiência em Educação Escolar Quilombola. É mestranda em Ensino de História, pelo Programa de Mestrado Profissional em História (PROFHISTÓRIA) da Universidade Federal de Sergipe/UFS. ID LATTES:  http://lattes.cnpq.br/0599141420791143; ID ORCID: https://orcid.org/0000-0002-6543-0883. E-mail:[email protected].

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Sâmara Cavalcante Rocha é professora de História da rede pública municipal de Arapiraca/AL, atualmente exercendo suas atividades na rede estadual (Escola Estadual Artur Ramos) com experiência em Educação Patrimonial e Arqueologia em parceria com a empresa ARARQ Consultoria e mestranda em História, junto ao Mestrado Profissional em Ensino de História (ProfHistória/UFS). ID LATTES: http://lattes.cnpq.br/7834161584796135; ID ORCID: https://orcid.org/0000-0003-2187-2724. Redes sociais: @sam.cavalcante; E-mail: [email protected].


Para citar esta resenha

VERGÈS, Françoise. Um feminismo decolonial. São Paulo: Ubu Editora, 2020. 144 pp. Resenha de: COSTA, Joseane Santos da; ROCHA, Sâmara Cavalcante. Radicalização à esquerda. . Crítica Historiográfica. Natal, v.3, n.12, jul./ago., 2023. Disponível em <https://www.criticahistoriografica.com.br/radicalizacao-a-esquerda-resenha-de-um-feminismo-decolonial-de-francoise-verges/> DOI:


© – Os autores que publicam em Crítica Historiográfica concordam com a distribuição, remixagem, adaptação e criação a partir dos seus textos, mesmo para fins comerciais, desde que lhe sejam garantidos os devidos créditos pelas criações originais. (CC BY-SA).

 

Crítica Historiográfica. Natal, v.3, n. 12, jul/ago., 2023 | ISSN 2764-2666

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